sexta-feira, 4 de abril de 2014

Pedro José de Alencar (2013). TEMPLO DE DIAMANTE

TEMPLO DE DIAMANTE
Pedro José de Alencar (2013)




Calo-me quase sempre
quando a resposta óbvia
não se quer perceber

A distância maior também leva ao fim
o caminho reto leva a ti
que exige supremo esforço 
e oferece o coração puro.

As curvas do caminho
oferecem o equilíbrio da vida
para mulheres e homens no caminho

Uma árvore, a sombra e os frutos
que aplacam o cansaço da fome
dos andarilhos da luz

O caminhante que compreende sua sina
alegra-se com os passos companheiros
no caminhar solitário não desanima.

Se o coração sofre no silêncio da óbvia resposta
espera que a mente retome o reto caminho
exige a coragem de reconhecer erros
pagando o justo tributo aos leões da lei

Prepara, assim, um templo interior
transparente e puro
para resistir ao fogo da terra.




REFERÊNCIA:
ALENCAR, Pedro. Exsicata: coletânea de arroubos poéticos e outras loucaventuras alquímicas. Teresina: Gráfica Arco Íris, 2013, 116p. [Poema "Templo de diamante", pp.44-45].
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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Pedro José de Alencar (2013). O BÁCULO DO MAGO E O CALDEIRÃO DE MEDEIA

O BÁCULO DO MAGO 
E O CALDEIRÃO DE MEDEIA
Pedro José de Alencar (2013)



Parece pequena a vida de um só,
como um dia/noite.
Continuar na vida dos outros
é enganar-se com a ilusão do amor.

A paixão é tudo para o corpo apaixonado;
fugaz momento do gozo,
parece eterno antes da madrugada chegar;
a madrugada parece eterna antes do gozo chegar.

E se ele não vem,
dia que chega é cheio e vazio,
na esperança da noite que vem.

Parece egoísta o corpo apaixonado,
faz a razão curvar-se ao seu capricho,
esquecer que existe algo mais.

E a mente? O que faz!?
Rende-se à beleza ou sucumbe na emoção,
compreende e transcende,
vibra no mesmo bordão.

Entretanto, no céu estrelado da madrugada,
os mestres clareiam e firmam
os laços de luzes
das mentes amantes.



REFERÊNCIA:
ALENCAR, Pedro. Exsicata: coletânea de arroubos poéticos e outras loucaventuras alquímicas. Teresina: Gráfica Arco Íris, 2013, 116p. [Poema "O báculo do Mago e o caldeirão de Medeia", p.69].
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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Pedro José de Alencar (2013). EXSICATA. O Livro

EXSICATA
O Livro.
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REFERÊNCIA:
ALENCAR, Pedro. Exsicata: coletânea de arroubos poéticos e outras loucaventuras alquímicas. Teresina: Gráfica Arco Íris, 2013, 116p.
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Recomendo aos leitores deste Blog que adquiram esta obra. Não é um livro só de poesias. Trata-se de tematização de grandes questões da existência humana e do além-humano. Podemos dizer que é uma obra de Filosofia, da Antropologia, de Psicologia, de Ecologia, de Espiritualidade e de reflexões poéticas. Aqui há um filosofar de poeta e um poetar de filósofo.

Para uma noção elementar sobre o conteúdo da obra, estamos publicando uma série especial com 10 (dez) poemas constantes da obra. É uma preliminar para ajudar o leitor a encontrar os encantos que o escritor Pedro José de Alencar nos presenteia com seu livro.
Áureo João.
Poeta e Assuntador.

Pedro José de Alencar (2013). HAI KAI AO TEMPO.

HAI KAI AO TEMPO
Pedro José de Alencar (2013).



Parado voo
o beija-flor
fulô cheirou
vida bebeu
ficou o amor.

Longe do tempo
a queda d´água
molhou o vento
lágrima enxugou.

Na curva do riacho
murmúrio rio abaixo
as pedras cantam o rio
Aonde o tempo passa?

Somos nós que passamos o tempo,
quando ouvimos o vento
e a canção que a água trás.

A aurora e o por do sol,
mágicos momentos, portais cósmicos são.
Ciclos que abrem e fecham dia e noite,
como a aurora e o por do sol em nós.

Sol e Lua temos no firmamento,
para guiar-nos na caminhada do tempo.
De que adiantaria isto, se não vemos
o por do Sol, o beija-flor e não ouvimos o vento?



REFERÊNCIA:
ALENCAR, Pedro. Exsicata: coletânea de arroubos poéticos e outras loucaventuras alquímicas. Teresina: Gráfica Arco Íris, 2013, 116p. [Poema "Hai Kai ao Tempo", pp.101-102].
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terça-feira, 1 de abril de 2014

Pedro José de Alencar (2013). PRESSÁGIO.

PRESSÁGIO
Pedro José de Alencar (2013)




Entregamos uma vela aberta
no mar de águas sombrias...
Tanto pode vir o vento
como pode vir a calmaria.

Roga à Virgem o barqueiro
crente que a santa mãe vigia.

Ouro e Prata a barca carrega
lacrado em latão e alumínio,
estanho, chumbo e ferro.

Recobrem "VRIL", o velho mercúrio
e seu forninho alado

Outro azougue não é
senão o soma sagrado...
água que mata a sede
dispersa por todo lado.

Funde e molda metais, seu fogo
deu-a Cristo a Madalena
perfumada de mirra, sândalo e incenso.

Um templo humano adentro
sacrifício de amor, um altar repleto de natureza.

Roga divina proteção, o piloto
mesmo quando joga perlas aos porcos
lembrando que quase foi um nas garras da velha Circe.

Segue em paz, pois tudo passa
seja infortuno ou boa ventura
Diz um: tudo é Sansara; diz o outro: tudo é Brahmam.




REFERÊNCIA:
ALENCAR, Pedro. Exsicata: coletânea de arroubos poéticos e outras loucaventuras alquímicas. Teresina: Gráfica Arco Íris, 2013, 116p. [Poema "Presságio", pp.12-13].
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