terça-feira, 24 de julho de 2012

DIGA NÃO ÀS DROGAS - poema, poesia e filosofia


DIGA NÃO ÀS DROGAS
Áureo João de Sousa. Teresina-PI, 24 de Julho de 2012.

Enquanto há tempo, Diga não às drogas:
Só Jesus salva à toda a humanidade de todos os cantos da terra,
Ele é o único e verdadeiro;
É o único caminho,
A única verdade.
Sem Jesus, Nada Prospera, Nada Pode, Nada é e Nada Será!!!

Diga não às drogas, com a voz de fogo ardente:
Minha religião é a única verdadeira de Deus;
Meu templo, o único lugar que a divindade se manifesta;
Meu ritual, único e certo, sem o qual o mundo caminha errante e falível;
Minha oração, meu mantra, a única linguagem que o sagrado atende;

Diga sempre não às drogas; a todas elas:
A Ciência tudo pode prescrever:
A origem, o meio e o fim,
as partículas que ligam a vida e os limites da morte.
Fora de sua verdade, do seu método e tradição, nada está seguro.
Sem a Ciência, Nada Prospera, Nada Pode, Nada é e Nada Será!!!

Diga não às drogas, sem censura:
Só há saber em meu saber,
Só é lugar o meu lugar,
A história é a minha história só;
As culturas, os modos de ser e de fazer,
Minha cultura basta.

Diga não às drogas, quando puder:
Ao consumo que te consome,
Ao Deus que te come a vida e saboreia tua morte;
À Ciência que te reduz e te aniquila!!!
Ao modo que te molda presa!
Diga não e diga sim, pela melhor escolha
que puder escolher.

Referência:
SOUSA, Áureo João de. Diga não às drogas. Disponível em . Acesso em: 24 Julho.2012.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

VIVENDO DE MÁGICA - Don Piolho


VIVENDO DE MÁGICA
Don Piolho.

Em 2005, cheguei a São Paulo, depois de passar 28 dias em Goiás.
Sem moradia, arranjaram-me um barraco velho para morar;
O aluguel era baixo, embora morássemos no alto;
O pago de um dia era uma palavra “Bom Dia” todo dia;
Daí, comecei a fazer mágica.

Prá você saber,
De um pedaço de cano, fiz uma colher para comer;
De uma latinha de cerveja sem tampa,
cozinhava, eu, a mistura da janta.
Mesmo assim, eu estava contente,
sem namorada nem dor de dente.

Meu chulé ardia como fel;
As minhas meias, forrando, fiz com dois pedaços de papel;
De uma metálica canaleta,
fiz uma frigideira zambeta.
Era uma panela número um,
parecia com um carro de fórmula um.

Batizei-a de nave espacial,
pois cabia dois discos voadores de ovos e uma pitada de sal.
Como pia principal,
eu usava um vaso defecal;
a cama, onde eu dormia um sono gostoso,
tomei de um vira-lata teimoso.

Sinta a situação de coitado:
Minha porta era um madeirite empenado;
como fechadura,
um pedaço de arame que nunca dura;
a cama ficava na cozinha,
coisa de primeira linha.

A sala era também um depósito,
mas isso eu já nem me importo;
Tirando tudo isso,
Eu estou bem.

Nesse tempo aconteceu-me algo estranho:
passei sete dias sem tomar banho;
três ratos me acharam de estimação.
No barraco, tinha dois ratinhos e um ratão.
Você pode achar que eu estou mentindo,
mas isso me foi peça do destino, que eu sei!
Já passou.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O PENSAMENTO É UMA FOLHA DESPRENDIDA


Todo mundo tem o direito de viver cantando.
O meu único defeito é viver pensando
em que não realizei
e é difícil realizar

Se eu pudesse dar um jeito,
mudaria o meu pensar...

O pensamento é uma folha
desprendida  do galho de nossas vidas,
que o vento leva e conduz

é como a luz vacilante e certa;
é como o silêncio do cipreste
escoltado pela cruz.

O silêncio de um Cipreste
Mestre Cartola
(Grande poeta, compositor e cantor de nossa História Afro-brasileira)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

EU PENSO - poesia, poema e filosofia


EU PENSO
Áureo João de Sousa. Teresina-PI, 14 de Junho de 2012.
Eu penso, então existo,
Penso, então,
que devo existir, com razão;
Deixo de existir sem razão?

Eu penso,
Penso.
Eu penso torto em linhas certas,
Penso reto em linhas tortas e nos círculos,
Eu penso na linha, dentro da linha e fora da linha

Eu penso porque eu existo,
Mas eu paro de pensar para sentir que eu existo.
Não penso só,
Não só penso.
Sou penso.

Eu dou razão ao que penso,
Mas há paixões em que penso.
No que penso,
há cheiros,
há gostos,
Tatos, cores, sons e tambores.

Eu penso que a Razão tem suas razões,
Tantas achadas,
Muitas descobertas,
Milhares perdidas,
Muitas sem razão.

A razão que tenho
é a razão que tem a mim,
é uma razão que penso.
Penso, eu lhe dou uma vestimenta, um adorno de cabeça,
Uma fantasia, um adereço, um endereço,
um símbolo e a boniteza do apreço que lhe tenho.

Eu penso como deus,
Penso, eu penso como o instinto de um bicho comum,
Envelheço como um vegetal,
Eu penso que sou o que não sou,
Sou o que não penso.
..................................
Referência:
SOUSA, Áureo João de. Eu penso. Disponível em . Acesso em: dd/m/aa.

sábado, 9 de junho de 2012

O PRESENTE



O PRESENTE
Áureo João. Teresina-PI, 28 de Janeiro de 2012.

Quando me dei conta de mim,
Já estava quase perdendo o meu melhor presente da vida;
O presente;
Preso ao passado perdido, expropriado, sem achar o futuro no presente.
Roubado no passado, o presente há de ser tomado agora;

Quando eu me dei conta de mim,
e eu chamei por mim,
eu já não me escutava por meu nome,
eu já não sabia dizer de onde eu vim e para onde estava seguindo,

Quando acordei perante o meu presente,
já não sabia mais sobre as tintas que lhes deram cor,
quem me dera sua forma e sua história,
quem me fizera seu valor

E você, que me vigia e me controla,
está falando de mim, agora?
tem algo a me dizer?
O que fez do presente que me roubou no passado?

Identidade distorcida,
Imagem confusa ou confundida.
Meu presente,
Não há de ser senão presente por meus entes escolhido,
Porque o presente é o meu presente.

Porque o presente
faz chamar por mim
E responder
Presente
Por mim próprio. Ente. Relação. Presente.