sexta-feira, 28 de junho de 2013

NÃO CHEGUE ASSIM




NÃO CHEGUE ASSIM
Ágatha Larissa


Quando chegar não chegue assim de repente
Não se agarre assim aos olhos meus
Não me engane assim tão sutilmente
Não me enfeitice com estes truques seus...

Amor, não amedronte a minha pouca idade
Nem aproveite-se dos meus sonhos tantos
Mas, se sonho, é porque já chegaste
E minha alma replenou de encantos.



SAUDADE & SAUDOSIDADE


SAUDADE e SAUDOSIDADE
Ágatha Larissa


Sinto uma vontade imensa
de partir rumo a me encontrar
guiando-me a saudade intensa
dos que esperam minha volta ao lar

Abençoado e feliz será o dia
que eu pisar minha amada areia
E que o mar gentil me sorria
e eu lhe conte a passada tristeza

Os mensageiros ventos da minha terra
sempre dispostos a ir e voltar
atravessando o sol e a serra
levam minha saudade aos queridos de lá

Verei meu lugar novamente
quando a saudade estiver já cansada
e o sorriso dançará com o choro
em meu rosto no correr da estrada

Ah! feliz será o novo tempo
ao chegar e ver todos que amo
guardar na lembrança bons momentos.
Tenho fé em Deus e não me engano!



sexta-feira, 26 de abril de 2013

SAUDADE ENCANTADA poema poesia e filosofia



SAUDADE ENCANTADA
Áureo João de Sousa. Teresina, 25 de abril de 2013.



Procurei...
não encontrei o meu amor
e, prá não chorar,
vou conversar só,
vou falar de flor e não de dor,
vou desenhar, riscar e rabiscar, sem hora de parar,
pintar um colibri e borboletas de todas as cores,
pentear os cabelos,
sentir o vento na janela.
Eu vou sair,
vou caminhar,
andar em círculo
seja por onde for...
Eu vou... eu vou... não posso parar.
Vou pintar estrelas,
mitos e constelações.
Eu vou sorrir no espelho, só...
prá não chorar ...
da saudade de você.
Vou fazer letras no tempo,
música no vento,
um poema de criança
no retrato do tempo, junto ao meu e ao seu...
só prá não chorar de saudade de você.
Eu vou riscar o horizonte
com a luz do meu olhar,
grafitar gravuras no alto do céu,
com tintas da imaginação,
só prá fazer você lembrar
da saudade que eu sinto de você.
Mas, seu eu chorar,
vou regar as sementes e as flores,
saciar a sede do colibri,
molhar o vento e o tempo;
e que a chuva não seja maior do que mereça,
e o sol não cesse de brilhar;
vou conversar só,
vou falar de amor e não de dor.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O MAGO E A PARÁBOLA DO SOL poema poesia e filosofia



O Mago e a parábola do Sol
Áureo João de Sousa


Olha através do sol, desfiados fios,
Da cor da noite e do dia,
Amor que faz em órbita solar, no fio
Rara fusão, ungia magia, de astros e corpos
Ascende com o sol e anuncia na noite
Teu brilho sereno em firme olhar, um brio
Urânio, ouro, diamante negro, astros e corpos
Som zumbido, gemido, cantado, sorrido, o Sol e a Noite
Isis tem o sol, sem véu
Lua com a noite
É Ilha de amor, um feito dos deuses, com Sol e Noite
Ouro de Oxum, João e de Maria se eleva, num cio, um brio, um brilho no céu
Nasceu filha de encantos, embalada no canto dos deuses, de noite
À magia das deusas, em profanos e sagrados cios
No falo do Sol
Ante a alma e no cálice da Noite
Teus doze de espera, anos de luz
Um dia encandeou, encadeou, chegou à vida
Som zumbiu, gemeu, cantou, chorou, sorriu, deu luz
Iemanjá lavou seu choro, Iansã abraçou sua vida
Luminou, entre a terra e o céu, vidas
É Ifá! Oh!  dará o que veio dar: linda felicidade e luz
Laços de cores, odores e rufar de tambores
Entoa um canto, num canto, de amores.

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

NATAL ASSUNTADO



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Assuntar comporta mergulhar no amor do outro, sem se deixar contagiar de sua manifestação particular dele;
É sentir como o outro sente o amor que é seu, por aquilo que lhe faz amar;
É reconhecer porque o outro ama e, especialmente, como ama e os fundamentos da expressão de seu amor;
Comporta cuidar do seu amor particular e universal, do outro, com o saber cuidar que é, também, de seu particular do outro;
Suporta cuidar do amor do outro, sob o fundamento do outro e o cuidado que lhe é singular; que é de sua identidade, sem fundir-se nem confundir-se com o outro.

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Assuntar é encostar-se no ódio do outro, sem nutri-lo nem amenizá-lo;
É compreender as vibrações que enraízam no ódio do outro e as dimensões em que se realizam;
É reconhecer a causa que ativa seu ódio dele e o torna irreconhecível à rasa racionalidade humana;
É reconhecer, sob o fundamento do outro, o que lhe conforta e lhe ameniza o ódio que lhe acomete;
É pensar, sentir e auscultar o ódio do outro como se fosse ele mesmo em atividade de assuntar-se assuntando-se, em pura conjugação reflexiva e empática.

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SOUSA, Áureo João de. O ASSUNTADOR. Teresina, 2010.