domingo, 6 de abril de 2014

Pedro José de Alencar (2013). O ARCO, A FLECHA E A VIDA

O ARCO, A FLECHA E A VIDA
Pedro José de Alencar (2013).


Podem ser quinze segundos, quando já partiu o trem,
o viajante apressado, intolerante,
pequenas coisas do cotidiano não vê e não tem.

Vemos apenas o que queremos,
ignorando o que realmente há.

O destino foi selado
quando a flecha abandonou o arco;
imutável parece ao arqueiro;
fatal segue direto e certeiro.

Insensível, levando dor, separando a alma;
não fosse outro Deus, femeocentrado,
o amor, a vida seria nada.

A flecha veloz, ao roubar a vida,
nada mais faz que acertar o alvo.




REFERÊNCIA:
ALENCAR, Pedro. Exsicata: coletânea de arroubos poéticos e outras loucaventuras alquímicas. Teresina: Gráfica Arco Íris, 2013, 116p. [Poema "O arco, a flecha e a vida", p.29].
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sábado, 5 de abril de 2014

Pedro José de Alencar (2013). CHANCE.

CHANCE
Pedro José de Alencar (2013).

Na vida temos todos uma grande chance.
Por dia, pelo menos uma chance para amar,
uma chance à vida,
chance de mudar.

Atitude atrevida,
coragem de ousar;
uma chance por dia
a cada um, Deus nos dá.

Quando menos esperamos ela chega e passa;
temos que estar atentos ao novo;
a oportunidade é sempre sutil.

Espreitar com a vida é ato solene,
corpos atentos requerem
inteligência, vontade, mente e emoção.

A chance que temos é esperança na vida,
que oferta ao humano o poder de mudar.
Se erramos na escolha, o arbítrio é nosso;
o amor é a chance, a vida é o amar.

Criamos a nós mesmos.
Se assumimos os erros, temos chance de mudar.




REFERÊNCIA:
ALENCAR, Pedro. Exsicata: coletânea de arroubos poéticos e outras loucaventuras alquímicas. Teresina: Gráfica Arco Íris, 2013, 116p. [Poema "Chance", p.26].
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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Pedro José de Alencar (2013). TEMPLO DE DIAMANTE

TEMPLO DE DIAMANTE
Pedro José de Alencar (2013)




Calo-me quase sempre
quando a resposta óbvia
não se quer perceber

A distância maior também leva ao fim
o caminho reto leva a ti
que exige supremo esforço 
e oferece o coração puro.

As curvas do caminho
oferecem o equilíbrio da vida
para mulheres e homens no caminho

Uma árvore, a sombra e os frutos
que aplacam o cansaço da fome
dos andarilhos da luz

O caminhante que compreende sua sina
alegra-se com os passos companheiros
no caminhar solitário não desanima.

Se o coração sofre no silêncio da óbvia resposta
espera que a mente retome o reto caminho
exige a coragem de reconhecer erros
pagando o justo tributo aos leões da lei

Prepara, assim, um templo interior
transparente e puro
para resistir ao fogo da terra.




REFERÊNCIA:
ALENCAR, Pedro. Exsicata: coletânea de arroubos poéticos e outras loucaventuras alquímicas. Teresina: Gráfica Arco Íris, 2013, 116p. [Poema "Templo de diamante", pp.44-45].
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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Pedro José de Alencar (2013). O BÁCULO DO MAGO E O CALDEIRÃO DE MEDEIA

O BÁCULO DO MAGO 
E O CALDEIRÃO DE MEDEIA
Pedro José de Alencar (2013)



Parece pequena a vida de um só,
como um dia/noite.
Continuar na vida dos outros
é enganar-se com a ilusão do amor.

A paixão é tudo para o corpo apaixonado;
fugaz momento do gozo,
parece eterno antes da madrugada chegar;
a madrugada parece eterna antes do gozo chegar.

E se ele não vem,
dia que chega é cheio e vazio,
na esperança da noite que vem.

Parece egoísta o corpo apaixonado,
faz a razão curvar-se ao seu capricho,
esquecer que existe algo mais.

E a mente? O que faz!?
Rende-se à beleza ou sucumbe na emoção,
compreende e transcende,
vibra no mesmo bordão.

Entretanto, no céu estrelado da madrugada,
os mestres clareiam e firmam
os laços de luzes
das mentes amantes.



REFERÊNCIA:
ALENCAR, Pedro. Exsicata: coletânea de arroubos poéticos e outras loucaventuras alquímicas. Teresina: Gráfica Arco Íris, 2013, 116p. [Poema "O báculo do Mago e o caldeirão de Medeia", p.69].
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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Pedro José de Alencar (2013). EXSICATA. O Livro

EXSICATA
O Livro.
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REFERÊNCIA:
ALENCAR, Pedro. Exsicata: coletânea de arroubos poéticos e outras loucaventuras alquímicas. Teresina: Gráfica Arco Íris, 2013, 116p.
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Recomendo aos leitores deste Blog que adquiram esta obra. Não é um livro só de poesias. Trata-se de tematização de grandes questões da existência humana e do além-humano. Podemos dizer que é uma obra de Filosofia, da Antropologia, de Psicologia, de Ecologia, de Espiritualidade e de reflexões poéticas. Aqui há um filosofar de poeta e um poetar de filósofo.

Para uma noção elementar sobre o conteúdo da obra, estamos publicando uma série especial com 10 (dez) poemas constantes da obra. É uma preliminar para ajudar o leitor a encontrar os encantos que o escritor Pedro José de Alencar nos presenteia com seu livro.
Áureo João.
Poeta e Assuntador.